“Como viviam os Convertidos”

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“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor;…Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.”

Atos 2:42-44

 

Em uma das frases em seu livro Truth and Transformation, Vishal Mangalwadi escreve : “A igreja deveria ser um antídoto à pobreza, porque era para ser uma comunidade unida pelo amor sacrificial.”

Atualmente esse tipo de pensamento nos leva a algumas discussões sobre como temos nos comportado diante dos fatos apresentados por parte do corpo de Cristo que não tem cumprido com um dever de unidade como comunidade cristã.

Creio que quando Lucas apresenta a passagem em Atos 2, logo depois do …acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas, os novos crentes se dedicavam arduamente para que uma vida em comunidade fosse estabelecida da melhor forma.

No texto podemos observar em primeira instância dois tipos de pessoas, ricos, ou bem estruturados e pobres. Essa suposição é tirada do texto quando se referem que vendiam seus bens e distribuindo entre todos. Sendo assim, podemos ver a dificuldade que a igreja se encontrava na parte menos favorecida e como a parte com algum poder aquisitivo os ajudavam em suas necessidades.

Para que a frase do reformador social Vishal faça sentido, precisamos nos colocar como idealizadores de coisas como, qual o meu papel diante da dificuldade apresentada por meus irmãos? Isso se remete a preocupação do corpo de Cristo.

Biblicamente podemos ver o maior exemplo de unidade e trabalho mútuo, mesmo cada um exercendo sua função e responsabilidade.  A Trindade nos oferece um leque de possibilidades para que o corpo trabalhe em harmonia e com o mesmo obejtivo. Darrow Miller em seu livro Discipling Nation, The Power of Truth to Transform Culture – pág 214, cita a frase do economista britânico Brian Griffiths:

” Qualquer visão da sociedade que analisa o comportamento como se o indivíduo fosse alguma forma de autômato, é indiferente, porque falha em capturar a importância dos relacionamentos…Na Trindade, o Deus uno toma precedência sobre as muitas pessoas, nem muitos tem prioridade sobre o um.”

Ainda no contínuo texto o economista nos explica que antes de existir o tempo, havia uma comunidade na Trindade, sendo assim o relacionamento mútuo.

Como na Trindade e na passagem de atos devemos e temos um propósito como comunidade. Mas se temos um propósito e não o cumprimos, significa que algo na comunicação da nossa comunidade está perdida e/ou não encontrou as engrenagens certas para que o corpo funcione.

Quando tratamos da comunidade cristã e usamos parte do texto de Atos, podemos ser levados a pensar que “vender e dar” é o suficiente para que nossa parte esteja de acordo.

Creio ser um grande embate da nossa comunicação hoje a hamornia sobre o como um corpo precisa funcionar para o que o mesmo obejtivo em formas diferentes seja alcançado.

Dois pontos para pensarmos:

Primeiro ponto – Não há temor  e a unidade é zero.

O temor em Deus e na suas ações é quase zero, se falarmos de unidade então capaz da conta ser negativa. Sei que não são todos os ministérios denominacionais, mas em sua grande maioria não vemos a união particular para um fim comum. Eventos, shows, retiros, estudos, tudo isso se torna publicamente aceitável mas não comum, e olha que não estou me referindo a igrejas sensacionalistas de televisão. Infelizmente o visível no comum se trata da Marcha para Jesus, que me pergunto se o “para Jesus” é o verdadeiro motivo. Infelizmente temos nos comportados como grupos de grande competitividade e se mostrando sem temor para com todo o plano em comunidade criado por Deus.

Segundo ponto – O valor do respeito entre a própria igreja tem caído.

Não é de hoje que vemos igrejas cheias e ao mesmo tempo vazias, mas o interessante disso que quando citamos igrejas pensamos em templos, e a questão não são os templos ou um amontoado de pessoas. O grande problema creio ser no crescimento do indivíduo em si. Em minha comunidade, uma base missionária, tenho percebido o quão difícil é estar em harmonia com meu próximo, seja ministerialmente ou mesmo em amizades profundas. E muito mais profundo quando vemos esse assunto na prática com a missão e as igrejas locais (entenda aqui como instituição). O respeito entre o corpo tem se tornado mínimo e isso nos leva a desuniões primárias e por consequência o vazio existencial da comunidade cristã.

Qual tem sido a verdadeira função da igreja como comunidade, será que temos visionado crescer como o início da igreja crescia, em perseverança e comunhão, partindo o pão e orações, com alma temerosa, em perseverança na ajuda para com nosso irmão?

Creio que devemos continuar a buscar o ajuste do nosso corpo para que nossas funções independentemente de onde estivermos e onde estamos trabalhando, sejam o ponto inicial do Ide para nações.

“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a sumpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”

Atos 2: 46-47

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